ECONOMIA DA FLORESTA

A castanha é produzida pela Associação Floresta Protegida (AFP), Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Xingu (Amomex), Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio (Amora), Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri (Amoreri), Associação dos Extrativistas do Rio Iriri-Maribel (AERIM), Terras Indígenas Xipaya, Kuruaya, Kayapó e Trincheira Bacajá.

 

Resex Riozinho do Anfrísio; Resex Rio Iriri; e Resex Rio Xingu e Terras Indígenas (TIs) Xipaya, Kuruaya, Kayapó, e Menkragnoti.

“Eu me sinto feliz de ter aprendido com a minha mãe como trabalhar com a castanha, assim damos continuidade ao conhecimento, passando de geração para geração, e não morre a cultura familiar e da floresta” - Raimunda, filha de Dona Chagas e Seu Aguinaldo.

Desde 2015, a castanha-do-Brasil produzida na Terra do Meio é comercializada para a empresa Wickbold. A venda para a empresa influenciou o mercado regional, pois o preço praticado na região leva em consideração o negociado nas reservas com a compra das castanhas pelas cantinas de moradores das RESEX (Reservas Extrativistas). O potencial estimado de produção da Terra do Meio é de 500 toneladas.

A coleta da castanha também é uma atividade tradicional do Povo Mebêngôkré/Kayapó, que envolve a maioria das aldeias e de suas comunidades durante o período da chuva (dezembro a março). A AFP (Associação Floresta Protegida) apoia a atividade desde 2005. A exploração deste recurso representa não apenas uma das opções mais promissoras para a geração de renda de forma sustentável, mas também uma complementação da dieta alimentar indígena e uma forma de promover e valorizar as práticas da cultura Kayapó.

A coleta da castanha começa no mês de fevereiro e vai até março. Os extrativistas coletam a castanha na mata, quebram, limpam e levam para o paiol onde ela passa dois meses secando, para então começar o processo de beneficiamento que vai até novembro - a quebra da castanha. O beneficiamento é feito de segunda a sexta-feira durante cerca de 20 dias e então a miniusina faz uma pausa para que os moradores possam se dedicar a outras atividades. Depois que sai da panela, a castanha é distribuída entre os dez  trabalhadores e passa por uma máquina para quebrar a casca, que depois é retirada uma a uma com auxílio de uma faca.

Em 2018 foram produzidos 8.692 hectolitros (hl) de castanha, movimentando mais de 2 milhões de reais, de acordo com o balanço realizado pelo Selo Origens Brasil®. 

Wickbold, CooBay, CAMPPA.


...
...
...
...



PALAVRAS CHAVE

Bem-vindo à
Rede Xingu+

Construída em tempo recorde, a usina de Belo Monte está
sendo construída sem licenciamentos exigidos por lei