ECONOMIA DA FLORESTA

Fazem parte da Rede de Cantinas da Terra do Meio a Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Xingu (Amomex) Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio (Amora), Associação dos Moradores da Reserva Extrativista Rio Iriri (Amoreri); Associação Extrativistas Rio Iriri-Maribel (Aerim),  AITEX, Pyjahyry, IBKrin e ABEX.

Resex Riozinho do Anfrísio, Resex Rio Iriri, Resex Rio Xingu e Terras Indígenas Trincheira Bacajá, Xipaya, e Kuruaya.

Com a cantina tudo mudou. Quando falamos das cantinas estamos também falando de um território de valor. As cantinas possibilitam enxergar além do valor em dinheiro do produto. É a cultura, o modo de vida. Isso tá associado a vida de quem tá vivendo dentro desse território” - Herculano Oliveira Filho, o Loro, assessor da Associação dos Moradores do Riozinho do Anfrísio (AMORA) 

A cantina consiste em um entreposto administrado pelos próprios beiradeiros, onde eles se abastecem de mercadorias, vendem sua produção sem realizar grandes deslocamentos e, mais importante, recebem em dinheiro ou mercadoria no momento de entrega do produto. Além disso, podem adquirir previamente as mercadorias necessárias para seu trabalho na mata e para abastecimento de sua família durante o período de coleta, bem como receber pela produção no momento em que entregam o produto no beiradão. 

Esses coletivos gerenciam capital de giro próprio que viabiliza essa produção e comercialização de forma transparente e autônoma. Estão espalhadas em toda a região da Terra do Meio e baixo Xingu.

Além de mercadorias, é por meio das cantinas que circulam informações sobre a gestão do território, incluindo proteção e monitoramento das áreas protegidas, iniciativas de educação e saúde.

Hoje, elas formam uma rede de 27 cantinas espalhadas pela Terra do Meio, tanto em Terras Indígenas como Reservas Extrativistas. São 8 miniusinas de processamento multiprodutos e 44 paióis de estocagem. Além disso, há 9 casas da borracha e 153 estradas de seringa reabertas. E mais cantinas estão por vir, a começar pelo interesse dos Yudjá da Volta Grande do Xingu.

Entre 2009 e 2018 foram comercializados R$ 3,75 milhões de reais, destes, R$ 2,08 milhões só em 2018. Em maio deste ano, capital de giro próprio da rede é de R$ 562.615,00. A rede de cantinas tem sete contratos firmados com empresas, além de mais nove parcerias comerciais em negociação.

A marca “Vem do Xingu” agora representa todos os produtos da Rede de Cantinas. Com a garantia de contratos justos, e castanha, farinha de babaçu, óleo de copaíba, óleo de babaçu e sete outros produtos da floresta podem ser encontrados no Mercado de Pinheiros, em São Paulo, e nos mercados de Altamira.


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