ECONOMIA DA FLORESTA

A farinha de babaçu é produzida pelas comunidades ribeirinhas das Reservas Extrativistas Rio Iriri, Riozinho do Anfrísio e Xingu, pelos agricultores do Projeto Sementes da Floresta e pelo povo Arara da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará.

O óleo de babaçu é produzido pela mulheres Xikrin, da Terra Indígena Trincheira Bacajá.

Reservas Extrativistas Rio Iriri, Riozinho do Anfrísio e Xingu, Terra Indígena Cachoeira Seca e Terra Indígena Trincheira Bacajá.

Descobrimos que há um grande interesse em nosso óleo por ser um produto natural e saudável, que mantém a floresta em pé. As pessoas em geral também gostam dele por ser indígena” 

Não é necessário nenhum adubo ou veneno para que tenhamos muito babaçu para o óleo. Isto é muito diferente do que acontece com a produção do óleo de soja, por exemplo, que necessita derrubar a vegetação nativa, e da aplicação de muito adubo e veneno, que polui as águas, para que haja produção” Kokoté Xikrin

O óleo de coco, como é popularmente conhecido, é um dos produtos mais utilizados dentre os derivados do babaçu, podendo ser empregado para fins culinários, como lubrificante, em cosméticos, além de pesquisas científicas para a fabricação de biocombustíveis.

Entre as mulheres Xikrin, também conhecidas como Menire, o óleo de babaçu é indispensável para uso cosmético e ritual, e a instalação de uma miniusina para extração do produto aumentou o rendimento da produção.

Além do óleo, o babaçu pode ser utilizado para a fabricação de farinha, uma substituta mais saudável e nutritiva à farinha de trigo. A farinha do coco babaçu está nas merendas de crianças de escolas municipais da região de Altamira (PA). A entrega de 4,5 toneladas do produto entre 2017 e 2018 para as prefeituras é um selo de qualidade para o trabalho de indígenas e ribeirinhos que vivem em comunidades nas áreas protegidas da Terra do Meio, pressionadas há décadas pela grilagem e pelo roubo de madeira.

Os bons resultados da entrada do babaçu na merenda, com a campanha Da Floresta para a Merenda! foi o primeiro passo para o desenvolvimento de um novo produto: a Mistura para bolo (ou mingau) de babaçu com cacau, que leva a marca Vem do Xingu e o Selo Origens Brasil®. 

Só em 2018 foram comercializados quase 800 kg de derivados de babaçu (farinha e mesocarpo), totalizando uma movimentação de 14 mil reais. 

Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica (Coopatrans), Prefeitura de Vitória do Xingu (PA), Mercado de Pinheiros.


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