Quando 1+1≠2: Práticas matemáticas no Parque Indígena do Xingu.
Este relato etnográfico da atividade matemática dos Kayabi, Suyá e Juruna do Parque Indígena do Xingu, Mato Grosso, mostra a aritmética desenvolvida num contexto social específico - o Posto Indígena Diauarum. Trata dos significados, valores, propriedades simbólicas e tensões entre dois fenômenos constrastantes de troca: o princípio de reciprocidade (a obrigação de dar, receber e retribuir) e a ação econômica capitalista (o lucro como um fim em si mesmo). A teoria da prática proposta por Lave (1988) - que inclui noções de múltiplas atividades e o conceito de recursos estruturantes - ilumina a maneira com que dilemas aritméticos são gerados e resolvidos por atores sociais. A articulação de princípios de reciprocidade e de acúmulo de riquezas desafia a universalidade da "matemática real", propondo uma abordagem dialética e transformando a matemática num produto do trabalho social e da elaboração simbólica
- Data de Publicação 01/01/1970
- Autor FERREIRA, Mariana Kawall Leal
- Editora USP
- Local da Edição São Paulo
- Tema Sociedade Civil e Indigenismo
- Subtema Educação
- Povo Yudja, Kawaiwete, Kisêdjê
- Área Protegida Parque Indígena do Xingu - PI
- Bioma / Bacia Bacia do Xingu
- Área Parque Indígena do Xingu