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PCH Paranatinga II

Ferrovia
PCH - Pequena Central Hidrelétrica
Rodovia
UHE - Usina Hidrelétrica

O ponto mais crítico da PCH Paranatinga II não é técnico, mas espiritual e cultural. A barragem foi erguida em um trecho do rio Culuene considerado sagrado na mitologia das etnias do Alto Xingu.O Primeiro Kuarup: Segundo a tradição indígena, o local da obra foi palco da primeira cerimônia do Kuarup (ou Quarup), o ritual funerário de maior importância para os povos alto-xinguanos.Ameaça à Dieta Tradicional: Desde o licenciamento em 2004, comunidades indígenas e o Ministério Público Federal (MPF) alertam para o impacto negativo na reprodução de peixes, que são a base da alimentação dessas populações.Povos Atingidos: O conflito envolve diretamente o povo Xavante (especialmente as TIs Parabubure e a área Hu'Uhi) e as 14 etnias residentes no Parque Indígena do Xingu (PIX), localizado a jusante da usina.

O licenciamento da obra foi marcado por uma intensa batalha judicial sobre a competência dos órgãos ambientais.

AspectoDetalhes
Conflito de Competência

O projeto foi inicialmente licenciado pelo governo estadual (FEMA/MT), mas o MPF exigiu a federalização pelo IBAMA devido ao impacto direto em terras indígenas.

 

 

Participação do Congresso

Por afetar áreas indígenas, a Constituição exige autorização do Congresso Nacional, o que gerou questionamentos durante o processo de licenciamento.

 

 

Laudos Contestados

Antropólogos e lideranças indígenas contestaram a validade dos estudos apresentados pela empresa, acusando-os de minimizar os danos aos locais sagrados.

 

 

A usina opera sob o regime de fio d'água, o que teoricamente mantém o fluxo natural do rio sem grandes reservatórios de acumulação.

 
  • Capacidade: Potência instalada de 29 MW, com geração média anual de 155.000 MWh.

  • Transposição de Peixes: A empresa instalou uma "escada de peixes" (Sistema de Transposição de Peixes - STP) para permitir a migração dos cardumes durante a piracema. No entanto, a eficácia desse mecanismo para as espécies do Xingu é frequentemente questionada por pesquisadores.

  • Segurança da Barragem: Classificada como Classe C (Baixa Categoria de Risco e Médio Dano Potencial Associado) segundo inspeção de 2023.

O cenário da PCH Paranatinga II mudou significativamente nos últimos anos, tanto em termos de certificação quanto de propriedade.

Certificação Sustentável (2023)

Em novembro de 2023, a usina recebeu o certificado REC Brazil, passando a ser a terceira hidrelétrica do país a atender aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Essa certificação é utilizada pela empresa para reforçar sua imagem de sustentabilidade no mercado de energia limpa.

 

Mudança de Controle (Fevereiro de 2025)

A atualização mais relevante para o radar de obras é a venda do empreendimento. A Gerdau Aços Longos S.A. adquiriu 100% das ações da Paranatinga Energia S.A., que pertenciam à Atiaia Energia.

 

Objetivo da Gerdau: Utilizar a energia gerada para autoconsumo, buscando reduzir custos produtivos e atingir metas de descarbonização.

 

Status da Operação: A aquisição foi submetida à aprovação da Superintendência Geral em fevereiro de 2025.

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Rede Xingu+

Construída em tempo recorde, a usina de Belo Monte está
sendo construída sem licenciamentos exigidos por lei