A Rede Xingu+ é uma aliança política entre as principais organizações de povos indígenas, associações de comunidades tradicionais e instituições da sociedade civil atuantes na bacia do rio Xingu para a consolidação e defesa do Corredor Xingu de Diversidade Socioambiental e dos direitos dos povos da floresta que o mantêm.

O Corredor Xingu existe pela união dos parceiros da Rede. É o resultado da aliança de diversos povos do Xingu que têm no Rio e na natureza a espinha dorsal de suas vidas e culturas.

“Nós somos diferentes, mas a gente luta pelos mesmos objetivos, que é a busca de soluções para as ameaças ao nosso território” Itamir Bernaldino, Resex Rio Xingu.“Nós somos diferentes, mas a gente luta pelos mesmos objetivos, que é a busca de soluções para as ameaças ao nosso território” Itamir Bernaldino, Resex Rio Xingu.








Parceiros

Associação Floresta Protegida (AFP)

A Associação Floresta Protegida (AFP) é uma organização indígena sem fins lucrativos


Associação Floresta Protegida (AFP)

A Associação Floresta Protegida (AFP) é uma organização indígena sem fins lucrativos

Território

A Associação Floresta Protegida (AFP) representa atualmente 17 comunidades (cerca de 3.000 indígenas) do Povo Mẽbêngôkre/Kayapó, localizadas no sul do estado do Pará. Treze aldeias estão localizadas na Terra Indígena Kayapó (Apêjti, Àukre, Kẽndjêrêkrã, Kôkrajmôrô, Krẽmajti, Kubẽnkrãkêj, Môjkàràkô, Ngômejti, Pykarãrãkre, Pykatô, Pykatum, Rikaro e Tepdjati); duas na Terra Indígena Mẽkrãgnoti (Kawatire e Kẽndjam); e duas na Terra Indígena Las Casas (Tekrejarôtire e Kaprãnkrere). A AFP tem sua sede na cidade de Tucumã e as comunidades associadas estão localizadas nos municípios de Altamira, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Pau D’arco, Redenção e Banach, todos no estado do Pará.



Iniciativa

A AFP foi criada em 2002 com os objetivos de fortalecer as comunidades Mẽbêngôkre/Kayapó para a proteção de seus territórios e recursos naturais, apoiar o desenvolvimento de alternativas sustentáveis de geração de renda e valorizar o patrimônio cultural da etnia. A Associação desempenha importante papel como mediadora e facilitadora da relação dos Mẽbêngôkre com a sociedade envolvente, por meioda captação e gestão de recursos para projetos estruturantes, divulgação e valorização da cultura Mẽbêngôkre, assim como na defesa dos direitos indígenas e busca por melhorias na qualidade de vida das aldeias.



A Associação Floresta Protegida, em parceria com a CooBaY, iniciou em 2012 um trabalho de estruturação da cadeia produtiva do artesanato. Este trabalho envolve a organização social das comunidades, precificação participativa, acesso a mercados diferenciados e justos, registro dos processos produtivos e resgate do conhecimento dos mebenget (os mais velhos). O objetivo é fornecer uma fonte não-sazonal e sustentável de renda, que seja bem distribuída pelas comunidades e contribua para valorizar e promover a beleza da cultura Kayapó no Brasil e no mundo.



A coleta da castanha é uma atividade tradicional do Povo Kayapó que envolve a maioria das aldeias durante o período da chuva (dezembro a março). A AFP apoia a atividade desde 2005 por acreditar que a exploração deste recurso representa não apenas uma das opções mais promissoras para a geração de renda de forma sustentável, mas também uma complementação da dieta alimentar indígena e uma forma de promover e valorizar as práticas da cultura Kayapó.




“Quando você é um, uma comunidade, uma instituição, uma aldeia, você não tem muita força. Mas quando junta todo mundo, olha o tamanho da força que temos”
Pedro Pereira de Castro


A Rede Xingu+ é uma articulação da sociedade civil cujos antecedentes remontam a movimentos de resistência contra o barramento do rio Xingu durante o encontro dos povos da floresta de Altamira em 1989, e posteriormente com o processo de organização social de indígenas e ribeirinhos que culminou na criação de associações, movimentos e organizações. Os indígenas, povos tradicionais e seus parceiros voltaram a se reunir no encontro de Altamira de 2008, e desde então vêm fortalecendo seus vínculos de conexão e identidade. Em 2013, foi realizado o primeiro encontro Xingu+, em que os atores explicitaram a vontade de firmar uma aliança em defesa do rio e dos direitos direitos dos seus povos.

O segundo encontro aconteceu em outubro de 2015, e teve seu foco principal no reconhecimento dos diferentes atores que estão no território do Xingu, com uma atenção especial para a troca de experiências entre indígenas e ribeirinhos sobre a gestão de seus territórios, e a promoção de iniciativas econômicas sustentáveis a partir da manutenção da floresta em pé.

Entre os principais encaminhamentos do segundo encontro foram definidas a periodicidade do evento e a necessidade de criação de ferramentas de comunicação mais ágeis e permanentes que mantenham os povos do Xingu informados e conectados entre si. Desse encaminhamento surgiu a elaboração desta plataforma e do observatório De Olho no Xingu.

No terceiro encontro, realizado em outubro de 2017 em Brasília, foi feito o lançamento da plataforma colaborativa e iniciada a fase de uso e apropriação de suas ferramentas como o observatório DE OLHO NO XINGU, entre outros instrumentos de comunicação e compartilhamento de informações internas e externas da aliança. Neste último encontro participaram representantes do MPF, Funai, Icmbio, MMA, ANA e Ibama.

Entre os principais encaminhamentos foi reiterada a importância da rede e a necessidade de seu fortalecimento na defesa do Corredor Xingu e os direitos de seus povos.



Relatoria Gráfica

Monitoramento de pressões e ameaças

Carta




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